sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Frida Kahlo - Espaço Cultural Porto Seguro


Frida Kahlo

Espaço Cultural Porto Seguro




Graças ao seu interesse pela arte fotográfica e a sua relação com fotógrafos de destaque, Frida Kahlo reuniu um conjunto numeroso de imagens que são verdadeiras jóias tanto pela sua qualidade visual, no caso das anônimas, como pelo seu valor, no caso das assinadas por grandes artistas. Em Frida Kahlo – Suas Fotos | Olhares sobre o México, exposição no Espaço Cultural Porto Seguro, o público terá acesso a um destes valiosos conjuntos: a seção intitulada Fotografia composta por 25 imagens que ganhará uma expografia especial com uma entrada inspirada na Casa Azul.
A exposição é composta por retratos realizados por autores de destaque da história da fotografia e amigos pessoais de Frida como Guillermo Kahlo (seu pai), Man Ray, Martin Munkácsi, Edward Weston, Brassaï, Tina Modotti, Pierre Verger e Manuel Álvarez Bravo. As fotografias exibidas se destacam pela visão particular que cada um desses profissionais tinha do México e da sua cultura, da sua história e dos seus protagonistas. Cada fotógrafo deu pessoalmente as imagens a Frida e, inclusive, ela utilizou alguns destes motivos na sua pintura, como é o caso do gato preto de Martin Munkácsi.















quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Museu de Arte de São Paulo

                                         Início da construção do Museu de Arte Moderna - MASP









O caixote de concreto suspenso se exibe grandioso entre os espigões da avenida Paulista.
Lina Bo Bobardi  traçou o projeto do Museu de Arte de São Paulo (MASP) em 1957. Coube ao engenheiro José Carlos de Figueiredo Ferraz, ex-prefeito da cidade, o desafio dos cálculos estruturais. Com 74 m, o vão livre, apoiado  em quatro pilares, evidencia-se como uma extensão da rua. Outra parte do Masp está semienterrada, acomodada no acentuado declive do terreno. O museu tem ao todo cinco pavimentos em  II mil m2. Em 1982, foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat ) e em 2003 pelo instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).  

Desde a fundação, o museu recebeu centenas de exposições de artistas internacionais, através do intercâmbio de obras com diversos museus do mundo e foi sede de instituições renomadas, como a ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing e a escola de artes da Faap – Fundação Armando Alvares Penteado. A Mostra Internacional de Cinema também iniciou atividades no museu.
Sua história vem desde antes da inauguração e teve início quando Assis Chateaubriand, fundador e proprietário dos Diários e Emissoras Associados, começou a arrecadar fundos para a construção e aquisição das obras. As primeiras obras de arte foram selecionadas pessoalmente pelo professor Pietro Maria Bardi, jornalista e crítico de arte italiana recém-chegado ao Brasil, em inúmeras viagens com Assis Chateaubriand.








Achilina Bo, mais conhecida como Lina Bo Bardi, foi uma arquiteta modernista ítalo-brasileira. Foi casada com o crítico de arte Pietro Maria Bardi.



Lina Bo Bardi (1914-1992) teve seu escritório de arquitetura em Milão destruído durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1946, trocou a Itália pelo Brasil, onde  contribuiu para consolidar a arquitetura moderna. No país, além do Masp, mereceram grande destaque o Museu de Arte de Salvador, o Sesc Pompéia e a Casa de Vidro, sua moradia paulistana.



Casa de Vidro, sua moradia paulistana.

                                                         interior da casa de  Vidro

Sesc Pompéia - São Paulo 




Museu de Arte de Salvador 













terça-feira, 27 de setembro de 2016

Quem foram ... MMDC ?



M.M.D.C. é o acrônimo  pelo qual se tornou conhecido o levante revolucionário paulista, em virtude das iniciais dos nomes dos manifestantes paulistas Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, mortos pelas tropas federais num confronto ocorrido em 23  de maio  de 1932, que antecedeu e originou a  Revolução Constitucionalista de 1932.

Os restos mortais dos estudantes estão sepultados no mausoléu do Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo

                                                       Obelisco do Ibirapuera




Mausoléu do Obelisco - Parque do Ibirapuera




Cartão-postal em homenagem ao MMDC, com as inscrições em latim: Dulce et decorum est pro patria mori (“é doce e honrado morrer pela pátria”), Pro brasilia fiant eximia (“pelo Brasil faça-se o melhor” ), Non ducor, duco (“não sou conduzido, conduzo”) e In Hoc Signo Vinces ("Com este sinal vencerás")

       
  





Histórico




Cartaz convocando os paulistas à luta



Em 1932, o Brasil vivia um período do regime varguista em que era governado sem uma Constituição formal que delimitasse os poderes do presidente da República ou que tornasse claras as diferenças entre os três poderes. Igualmente, não havia Congresso Nacional, assembléia legislativa e câmaras municipais.

Contrários a isso, os paulistas começaram a se movimentar contra a ditadura Vargas, e os estudantes prepararam uma série de manifestações contra Getúlio Vargas,  que eclodiram por toda a capital, num clima de crescente revolta, no dia 23 de maio daquele ano. Um grupo tentou invadir a Liga Revolucionária, uma célula da Revolução de 1930,  organização favorável ao regime de Getúlio Vargas situada nas proximidades da praça da República.
Os governistas da Liga resistiram com armas e quatro invasores acabaram mortos:
  • Mário Martins de Almeida,
  • Euclides Miragaia,
  • Dráusio Marcondes de Sousa e
  • Antônio Camargo de Andrade.
Três pereceram durante o confronto. O quarto morreu algum tempo depois, em virtude dos ferimentos. Um quinto ferido, o estudante Orlando de Oliveira Alvarenga, morreu dali a três meses e, por esse motivo, não teve seu nome associado ao movimento.

As iniciais de Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo formaram a sigla MMDC, que passou a representar uma organização civil clandestina que, entre outras atividades, oferecia treinamento militar à  guerrilha  paulista. Seguiu-se ao episódio da Praça da República uma intensa campanha de alistamento voluntário, a 9 de julho, em diversos postos distribuídos pelo Estado, que culminaram na Revolução Constitucionalista de 1932.
Atualmente, as iniciais MMDC são o nome de uma rua no Butantã  ao lado da rua Miragaia, da rua Martins, da rua Dráuzio e da rua Camargo (há também a rua Alvarenga), e batizam um colégio situado na Rua Cuiabá, 667, no bairro paulistano da Mooca.

M.M.D.C.A.

Alguns historiadores utilizam a sigla MMDCA em homenagem a Orlando de Oliveira Alvarenga, ferido juntamente com seus colegas Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, mas que veio a falecer em agosto de 1932 em razão dos ferimentos. Para homenageá-lo, o governo do Estado  criou o "Colar Cruz de Alvarenga e dos Heróis Anônimos". Em 13 de janeiro de 2004, foi promulgada a Lei Estadual 11.658, denominando o dia 23 de maio como "Dia dos Heróis MMDCA", em homenagem a Orlando de Oliveira Alvarenga, alvejado também em 23 de maio e que veio a falecer em  12 de agosto de 1932.

Toponímia

A   toponímia da cidade de São Paulo  homenageia todos os nomes e datas da Revolução: as ruas Martins, Miragaia, Dráusio, Camargo, Alvarenga e MMDC se intercruzam no bairro do Butantã  onde nas proximidades destas ruas existe na praça Waldemar Ortiz um discreto monumento. Duas das vias arteriais da cidade homenageiam as datas mais importantes do evento: 23 de Maio e 9 de Julho,  que se iniciam na Praça da Bandeira  no centro da cidade de São Paulo, e também em São Paulo existe uma escola no bairro da Mooca  que faz uma homenagem e tem em seu nome as iniciais dos quatro "heróis". Nas demais cidades do estado,  há ruas homenageando Martins, Miragaia, Dráusio, Camargo nas cidades de  Campinas, Cotia, Franca , Itaquacetuba, Leme, Lorena, Piracicaba, São Bernardo do Campo,  precisamente no bairro Pauliceia, onde está localizado um obelisco com as iniciais MMDC, São José dos Campos, São Jose do Rio Preto, São Jose dos Campos, Sorocaba e Votorantim,  além de praças nas cidades de Bauru, Jundiaí, Lorena e São Carlos.  Na cidade de São Vicente  existe ainda a praça "Heróis de 32", onde foi erguido  um monumento e inscrições sobre o fato. Esta praça está localizada na orla da praia do Gonzaguinha, entre a avenida Antonio Rodrigues e a rua João Ramalho, altura do número 578.


Torres de Obervação - Ponte das Bandeiras


                                   Ponte das Bandeiras









Importante elo de ligação entre o centro e a Zona Norte, a Ponte das Bandeiras foi inaugurada pelo prefeito Prestes Maia em 25 de janeiro de 1942, durante  a festa de aniversário da cidade. Com 120 metros de comprimento, 33 de largura e inicialmente batizada de Ponte Grande, a novidade tornou-se
um atrativo para o desenvolvimento de bairros como Santana e Tucuruvi, sendo largamente explorada pelo mercado imobiliário da época.
Sua característica mais marcante, no entanto, são duas torres de 25 metros de altura. Criados originalmente para o acompanhamento de competições esportivas no entorno, os mirantes localizados no topo de cada uma delas foram usadas por "marronzinhos" da CET para monitorar o trânsito na Marginal Tietê.
Hoje, esse trabalho é feito por câmeras instaladas por ali.

Publicado Veja São Paulo - 31-08-16







terça-feira, 13 de setembro de 2016

Teatro Municipal - comemora em 2016 - 105 anos




A inauguração do Teatro Municipal de São Paulo aconteceu no dia 12 de setembro de 1911, entretanto, a construção do Teatro teve início no ano de 1903. Os quase 8 anos de obras podem ser explicados pela grandiosidade arquitetônica, muitos estudiosos consideraram um empreendimento arrojado para aquela época.
Os responsáveis pela construção do Teatro foram os arquitetos Ramos de Azevedo e os italianos Cláudio Rossi e Domiziano Rossi. No Teatro é visível a presença da arquitetura europeia, tanto pela influência dos dois arquitetos europeus quanto pela influência da Belle Époque no cenário artístico, social e cultural brasileiro durante a Primeira República (1889-1930).
A influência europeia perpassou todas as fases da construção do Teatro e foi a grande motivadora do seu projeto. O Teatro sofreu fortes influências da Ópera de Paris e sua arquitetura externa é perpassada por traços renascentistas barrocos do século XVII, o interior do Teatro é composto por colunas neoclássicas, vitrais, mosaicos e muitas obras de arte, bustos, medalhões e bronzes.
A Belle Époque foi um movimento onde perpassou o Realismo, o Impressionismo, o Simbolismo, o Pontilhismo e a Art Nouveau. O movimento da Belle Époque foi iniciado na Europa (França) nos anos de 1880, século XIX, tendo o declínio em 1914 com o início da Primeira Guerra Mundial. Muitos estudiosos desse movimento ressaltam a dificuldade de delimitá-lo temporalmente e espacialmente, sobretudo por suas influências em vários locais do mundo e em períodos que ultrapassaram a delimitação usual, 1914.
No Brasil, a Belle Époque teve seu auge entre os anos 1889 a 1922, perdurando até 1925. A Belle Époque brasileira foi uma ‘verdadeira’ europeização dos hábitos e costumes de uma sociedade, vale ressaltar que as maiores influências deste movimento se deram em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte.
A população brasileira, das primeiras décadas do século XX, passou por uma intensa reestruturação em seu modo de vida. As cidades, principalmente a capital federal - a cidade do Rio de Janeiro, foram todas remodeladas segundo os padrões europeus, expressões como “O Rio civiliza-se” foram mais correntes após a reestruturação da Avenida Central no Rio de Janeiro. Outro exemplo da influência da Belle Époque foi no carnaval, figuras como os indígenas e os negros foram quase todos banidos em troca das fantasias e máscaras, representadas por personagens europeias como a Colombina, o Pierrô, o Arlequim.
Dentro deste universo cultural da Belle Époque brasileira surgiram as motivações para a construção do Teatro Municipal de São Paulo em 1903, sob influência europeia a obra foi projetada e construída, os espetáculos que predominavam eram todos de origem europeia, a apresentação inaugural foi uma ópera representada pela obra Hamlet do dramaturgo, escritor e poeta inglês Willian Shakespeare.
Alguns escritores brasileiros teciam vultosas críticas aos modos como eram conduzidos os espetáculos no Teatro, muitos brasileiros não tinham espaço para realizar apresentações de seus trabalhos. Entretanto, a situação mudou com a Semana de Arte Moderna de 1922, movimento que teve como característica fundamental valorizar o Brasil e tudo que era produzido por brasileiros, os intelectuais da Semana de Arte Moderna, como Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Heitor Villa-Lobos entre outros, foram os principais protagonistas de um “olhar para o Brasil”, voltar-se para o interior; a partir deste momento, as influências europeias da Belle Époque iniciou seu período de decadência.
Desde sua inauguração em 1911, o Teatro Municipal de São Paulo já passou por duas reformas, a primeira em 1954 onde criou novos pavimentos para os camarins, reduzindo os camarotes e instalando um órgão. A Segunda reforma durou de 1986 a 1991, todo o prédio foi restaurado e foram instalados equipamentos e estruturas mais modernas.
Antes de seu centenário, em 12 de setembro de 2011, o Teatro Municipal de São Paulo passou por uma última reforma, todo edifício foi restaurado; os vitrais, a fachada, o palco foi reestruturado com os mais modernos equipamentos cênicos mecânicos.
Atualmente, o Teatro Municipal de São Paulo é composto pela Orquestra Sinfônica Municipal, Orquestra Experimental de Repertório, Balé da Cidade de São Paulo, Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo, Coral Lírico, Coral Paulistano e as Escolas de Dança e de Música de São Paulo e pelo Museu do Teatro, que guarda a história artística e social do Teatro.













quarta-feira, 7 de setembro de 2016

7 de setembro - Dia da Pátria

 
 
 
 
 



O Dia da Pátria (também chamado Dia da Independência do Brasil ou Sete de Setembro) é um feriado nacional da  brasileira celebrado no dia 7 de setembro de cada ano. A data comemora a Declaração de Independência do Brasil  do Império Português o dia 7 de setembro de 1822.


Em 1808, tropas francesas comandadas pelo imperador Napoleão Bonaparte  invadiram Portugal como forma de retaliação ao país ibérico por sua recusa em participar do embargo comercial contra o Reino Unido . Fugindo da perseguição, a família real portuguesa transferiu a corte portuguesa  de Lisboa para o Rio de Janeiro,  então capital do Brasil Colônia. Em 1815, o  príncipe regente D. João VI  criou o Reino Unido de Portugal,  elevando o Brasil à condição de reino subordinado a Portugal, aumentando as independências administrativas da colônia.

Em 1820, uma revolução política  irrompeu em Portugal, forçando o retorno da família real. O herdeiro de D. João VI, o príncipe  D.Pedro de Alcântara,  permaneceu no Brasil. Em 1821, a Assembléia Legislativa portuguesa determinou que o Brasil retornasse à sua condição anterior de subordinação, assim como o retorno imediato do príncipe herdeiro do trono português.
 D. Pedro, influenciado pelo Senado da Câmara do Rio de Janeiro se recusou a retornar em 9 de janeiro de 1822, na data que ficaria conhecida como Dia do Fico.

Em 2 de junho de 1822, dom Pedro convocou a primeira Assembléia Constituinte brasileira. Em 1º de agosto, declarou inimigas as tropas portuguesas que desembarcassem no Brasil e, dias depois, assinou o Manifesto às Nações Amigas, justificando o rompimento das relações com a corte de Lisboa e garantindo a independência do país, como reino irmão de Portugal.

Em 3 de setembro de 1822, um novo decreto com as exigências portuguesas chegou ao Rio de Janeiro, enquanto D. Pedro estava em viagem a São Paulo.  Sua esposa, a princesa Maria Leopoldina,  atuando como princesa regente, se encontrou com o Conselho de Ministros e decidiu enviar ao marido uma carta aconselhando-o a declarar a independência do Brasil. A carta chegou a D. Pedro no dia 7 de setembro. No mesmo dia, em cena famosa às margens do Riacho do Ipiranga,  ele declarou a independência do Brasil, pondo fim aos 322 anos do domínio colonial exercido por
Portugal.


 De acordo com o pesquisador Laurentino Gomes,  autor de livro sobre o evento, D. Pedro "não conseguiu esperar a chegada a São Paulo,  onde poderia anunciar a decisão". Gomes acrescenta que ele "era um homem temerário em suas decisões mas tinha o perfil do líder que o Brasil precisava na época, pois não havia tempo para se pensar".

Um mês depois, em 14 de outubro de 1822, dom Pedro foi aclamado imperador e, em 1º de dezembro, coroado pelo bispo do Rio de Janeiro, recebendo o título de Dom Pedro I. As províncias da Bahia,  do Maranhão e do Pará,  que tinham juntas governantes de maioria portuguesa, só reconheceram a independência em 1823, depois de muitos conflitos entre a população local e os soldados portugueses.


No início de 1823, houve eleições para a Assembléia Constituinte que elaboraria e aprovaria a Carta constitucional do Império do Brasil,  mas, em virtude de divergências com dom Pedro, a Assembléia logo foi fechada.
 A 1ª Constituição brasileira foi, então, elaborada pelo Conselho de Ministros e outorgada pelo imperador em 20 de março de 1824. Com a Constituição em vigor, a separação entre a colônia e a metrópole foi finalmente concretizada.

 Mesmo assim, a independência só é reconhecida por Portugal em 1825, com a assinatura do Tratado de Paz e Aliança entre Portugal e Brasil, por D. João VI.