sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Correios e Telégrafos

Correios e Telégrafos :

 O Palácio dos Correios está localizado na Praça do Correio, no Vale do Anhangabaú, no cruzamento com à Avenida São João, em São Paulo.

O projeto foi do escritório Ramos de Azevedo, inaugurado na década de 1920.

O Edifício que abrigou a Agência Central dos Correios, faz parte do conjunto arquitetônico no centro de São Paulo, composto também pelo Teatro Municipal, Edifício Martinelli, Viaduto do Chá, Viaduto Santa Ifigênia e Praça Ramos de Azevedo..                                                                                                

venida São João com o Vale do Anhangabaú


Correio e Telégrafos - Praça do Correio










Mercado Municipal de São Paulo



O Mercado Municipal de São Paulo, foi inaugurado em 1933, é um importante entreposto comercial de atacado e varejo, especializado na comercialização de frutas, verduras, cereais, carnes, temperos e outros produtos alimentícios.

O mercado localiza-se no centro antigo de São Paulo, sobre uma área ganha ao rio Tamandatueí, na antiga Várzea do Carmo.


vista aérea - ao centro, o Mercado Muncipal

O edifício, em estilo eclético, foi construído entre 1928 e 1933 pelo arquiteto Francisco de Paula Ramos de Azevedo, sendo o desenho das fachadas por  Felisberto Ranzin.




















No interior, magníficos vitrais de Conrado Sorgenicht Filho mostram vários aspectos da produção de alimentos.

São Paulo e o velho centro - Dr. Danilo Santos de Miranda - Diretor Regional Serviço Social do Comércio SESC




O CENTRO DA CIDADE de São Paulo, o velho centro, com suas toneladas de concreto e ferro, asfalto, rodas e fios elétricos, faz parte da memória brasileira. Uma memória que está menos nas sinapses das lembranças no sistema nervoso, do que no afero de muito de nós.

Camadas e camadas de novas fazes que anunciam o  " progresso " conseguiram encobrir um pouco o passado, mas não tiveram êxito - ainda - em destruir  os sentimentos.

O local onde se vive são  seus moradores, que dele se aproprieam fìsicamente ao passar pelas ruas, ao seguir para o trabalho, ao olhar pela janela de seus apartamentos. Sempre à mercê das vontades políticas, os objetos se transformam, seja na reforma das torres das igrejas, seja nos bancos de praça interditos ao sono dos miseráveis.

No entanto, no corpo de quem vive o local é que se instala a beleza de uma cidade, seu coração é que carrega as  histórias, que talvez não sejam oficiais, mas que tornam a vida tão mais leve a ponto de desnudar as invencionices das fachadas.


                                                                           Danilo   Santos de Miranda






Vista geral do conjunto tomado pelo Teatro Municipal a esquerda, e os jardins fronteiriços - 1920




Monumento em homenagme a Carlos Gomes - Praça Ramos de Azevedo - 2012
                                                                               

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Memória - SESC Pompéia

SESC  Pompéia :


A fábrica de tambores metálicos e geladeiras a querosene foi construída no ano de 1938, em estilo inglês - acompanhando a tendência da região, que parecia uma Manchester tropical. Durante a guerra foi comprada pela Ibesa - Indústria Brasileira de Embalagens S.A., que permaneceu por quase trinta anos no local.

Comprada pelo SESC São Paulo em 1971 e tendo funcionado improvisadamente por alguns anos, optou-se pela restauração ao se perceber que as pessoas que frequentavam o espaço sentiam-se bastante à vontade nele.

Em 1977, o SESC contratou Lina Bo Bardi para realizar a restauração dos galpões. O trabalho de arqueologia industrial feito pela arquiteta demorou cinco anos e procurou evidenciar as diferentes intervenções e técnicas empregadas entre a construção original e a época da restauração. Em 1982 os espaços dos galpões culturais foram sendo sucessivamente abertos para o público, ocorrendo a inauguração oficial no dia 18 de agosto : o conjunto esportivo começou então a ser construído e foi inaugurado quatro anos após, apresentando uma arquitetura vertical - dois enormes blocos de concreto aparente - para intencionalmente constatar com a fábrica.

No início do funcionamento do Centro, a cultura dos anos 80 foi considerada como eixo para as atividades. As novas propostas de grupos teatrais e musicais de qualidade eram sempre apresentadas e todos os artistas que tinham alguma coisa a mostrar disputavam o espaço do SESC, sempre ocupado por pessoas famosas e visitantes internacionais.

A fábrica restaurada - trabalho até então inédito no Brasil - tornou-se o cenário apropriado para receber o que havia de novo em qualquer expressão artística e, conforme noticiavam os jornais, era o "espaço cultural paulistano onde as coisas sempre acontecem", agitando a até então pouco lembrada zona oeste da cidade.

Paralelamente à intensa programação cultural que até hoje desperta o interesse de diversos públicos, desenvolvem-se projetos de atendimentos a frequentadores específicos ( crianças, jovens e idosos ), atividades esportivas variadas, serviços de alimentação, atendimento dentário e a ação de todo um complexo administrativo para receber o grande público que visita a unidade.

O Sesc  Pompéia  é um dos poucos consensos em São paulo : fazendo jus ao seu antigo logotipo - uma compridade chaminé de concreto soltando flores - espalha um pouco de cor na cidade de São Paulo.



antiga instalações Ibesa - Indústria Brasileira de Embalagens S.A. - 1938,


Sesc Pompéia - 2012


Sesc pompéia - 2012

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Dos Degraus à História da Cidade


Praça da Sé



Viaduto do Chá 



Viaduto do Chá


Apresentação :



Onde já se viu  mostrar uma cidade a partir de seus degraus ? De uma cidade que tanto tem a oferecer de cartões postais naturais, porque a escolha de um tema tão absolutamente inusitado ?

Quem vive e conhece a cidade de São paulo, sabe que poucas oportunidades em que se vê o seu detalhe. É natural, ainda que indesejado, ser engolido pela cidade,suas ruas, edifícios, praças, casas e a inevitável oferta de opções ao olhar.

Quem não conhece São Paulo pode se chocar à primeira vista, dependendo da expectativa com que busca a cidade. O comércio intenso, o excesso de informações visuais e de cores, o trânsito, a ocupação desordenada e as transformações diárias contribuem para que não se consiga ter uma única impressão. São Paulo muda todo dia, de ninfa a borboleta centenas de milhares de vezes, quase que num piscar de olhos. Quarteirões inteiros desaparecem para uma avenida nascer. Onde havia um amontoado de casas surge uma nova estação do metrô, uma nova praça. Mas, independente da dinâmica de suas construções, a cidade muda com a mesma velocidade com que a informação globalizada se torna acessível.

No entanto, o detalhe continua lá.

Imutáveis e permanentes quase sempre, alguns elementos resistem numa teimosa necessidade de manterem-se incorporados às ruas e pessoas da cidade, encobertos por uma névoa de displicência de quem os usa, transita, esbarra, sem sequer dedicar um segundo de sua atenção para notá-los ou agradecer por sua existência, esbarra, sem sequer dedicar um segundo de sua atenção para notá-los ou agradecer por sua existência em alguns casos.
A Cidade é cheia de detalhes e intervenções que a foram construindo, criando sua identidade e deixando as marcas de quem ons inventou - podemos assim dizer, fazendo da história de São Paulo uma infindável fonte de reconhecimento.

Imagens e Construção tem este caminho : observar a cidade de São Paulo num determinado momento, sob um certo ponto de vista, para identificar a sua história, permitindo reconhecer os seus próprios desafios.

Os degraus da Cidade de São Paulo são tantos e tão anonimamente presentes que acabam por ser a imagem da própria cidade e de quem com ela convive.

Em grande parte das cidades brasileiras chamam-no meio-fio. Em São Paulo, chamam de guia aquela pequena barreira que delimita a área de tráfego de veículos e de pedestres. Não são as guias uma escada de um único degrau ? E não se multiplicam em milhares de quilômetros por toda a cidade ? No entanto, poucos se detêm em observá-las, sua forma de cosntrução, o material utilizado, sua altura, suas interrrupções acidentais.

Mas basta sua ausência, para transmitir insegurança, falta de cuidados ou perceber-se a sua necessidade.

Como as guias desapercebidas todo o tempo, as escadas da Cidade têm apenas observadores ocasionais.

São  Paulo cresceu desprezando as dificuldades de relevo e suas escadas foram sendo construídas para facilitar o acesso às elevações ou baixios, dependendo do ponto de vista. E o que inicialmente era apenas um jeito de  chegar mais rápido no alto, acabou adquirindo ares de arte, com belíssimos projetos  arquitetônicos que ainda hohe guardam, impressos em seus degraus, a memória de ilustres e desconhecidos que as utilizaram por longos anos. Algumas ficaram famosas como as escadas do Bexiga.

No  predio da Gazeta, na Av. Paulista, aconteceram toda as grandes mçanifestações populares dos últimos anos : um lugar para comemorar a vitória, na política, no futebol, nas corridas de São Silvestre.

Das milhares de pessoas que vivem em São Paulo, são incontáveis quantos já usaram as escadas da Galeria Prestes Maia. pucos entretanto, conhecem a história do Beco do Pinto, ao lado do Solar da Marquesa, no centro velho da cidade.

E as passarelas ? Não são uma escada democrática que permite o acesso de quem usa outros meios que não as próprias pernas ? Não são elas uma lembrança diária de que é necessário equipar as outras escadas para não restringir seu uso ? A Praça das Bandeiras oferec uma visão estonteante desta escada serpente onde mais de um milhão e meio de pessoas passa por dia.

Se olharmos para os edifícios então, criamos uma infindável coleção de soluções arquitetônicas.
Lembremos apenas das escadas da Estação da Luz, o primeiro contato com a cidade para muitos que encontraram em São Paulo a possibilidade de recomeço.

A pura verdade é que cada uma das escadas da cidade deixa de ser anônima quando se a vê de perto e, mais ainda, se confrontada com o que está em seus entornos.

Dos Degraus à História da Cidade, procura através das  fotografias de Manoel de Brito e  Gal  Oppido, traduzir a fantástica complexidade da cidade de São Paulo, dando uma nova dimensão ao olhar e fazendo com que seja reconhecida sob outras formas e pontos de vista.

Uma São paulo inédita que convida à reflexão e sugere outras propostas para o futuro.



Metrô Anhangabaú

Galeria Prestes Maia

Teatro Municipal
Teatro Municipal
Praça Ramos de Azevedo
Praça Ramos de Azevedo


Ladeira da Memória
Viaduro Santa Ifigênia



Viaduto Santa Ifigênia
 
Pinacoteca  do Estado

Pinacoteca do Estado


Estação da Luz
 

domingo, 26 de agosto de 2012

Exposição : Quando a Arte Conta a História

São Paulo - 452 anos - Quando a Arte Conta a História


A história da fundação da Cidade de São Paulo pode ser contada a partir das mais diversas abordagens. A Coordenação de Educação e Cultura da Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo escolheu para marcar os 452 anos da cidade, percorrer o caminho dos monumentos espalhados por São Paulo para desvelar o significado histórico que reside naquelas expressões artíticas.

Para tanto, foram escolhidas esculturas representativas de personagens e/ou situações, com as respectivas indicações de localizações, que contextualizassem a narrativa de fundação de São Paulo.

Com fotografias do artista plástico Manoel de Brito e projeto expográfico de Isa Ferrari, esta Mostra pretende homenagear a Cidade que viu nascer esta Associação e presenciou seu desenvolvimento. E, ainda, propor ao público o direcionamento de um novo olhar às referências artístico-históricas da Cidade, na consciência e amplitude de seus significados, tornando-se, assim, também, um descobridor da fascinante história desta Metrópole.

Coordenação de Educação e Cultura



Em 1554, ocorre a fundação do Colégio dos Jesuítas, ao redor do qual iniciou-se o agrupamento de casas que deu origem ao povoado de São Paulo de Piratininga.

Alguns monumentos vão representar, justamente, os primeiros moradores daquele povoado.

É o caso da escultura o Índio com o Tamanduá, instalada ,a Praça Marechal Deodoro, obra de Ricardo Cipicchia, que retrata aquele habitante dos Campos de Piratininga, entre os rios Anhangabaú e Tamanduateí - referência ao tamanduá, animal muito comum na região.


                                              

A escutura  Índio Pescador, obra de Francisco Leopoldo e Silva, instalada na Praça Oswaldo  Cruz, é outro exemplo.






Índio Caçador, escultur a de João Batista Ferri, abrigada na Avenida Vieira  de Carvalho, reverencia aquele habitante, mostrando-o à espreita de sua presa.






O monumeanto Glória Imortal aos Fundadores de São Paulo, criado por Amadeu Zani e instalado no Pátio do Colégio, homenageia os fundadores de São Paulo, retratando aspectos dos primeiros tempos da Vila :  a primeira missa, a catequese, a defesa da Vila pelo cacique Tibiriçá e a Guerra dos Tamoios.







Há,  ainda,  o Monumento ao Padre José Anchieta, criado por Heitor Usai, localizado na Praça da Sé, que retrata um dos principais fundadores da cidade, também conhecido como o "Apóstolo do Brasil".






O Largo São  Bento, onde se encontra a Igreja de São Bento, guarda uma relação histórica diretamente vinculada aos  primórdios de São   Paulo. Naqueles tempos, ali estava vinculada a taba do cacique Tibiriçá, local que demarcava o limite do povoado que começava a se formar. O cacique Tibiriçá, chefe da nação Guaianaz, prestou unúmeros e relevantes serviços à colonização paulista.






Posterior à colonização, o desbravamento de sertões distantes - conhecidos por "bandeiras" - montou seu quartel general na cidade de São paulo, de onde partiam essas expedições. A obra  Monumento às Bandeiras, do escultor Victor Brecheret, localizada na Praça Armando Salles de Oliveira, no Ibirapuera,  destaca a grandiosidade do momento.






Um dos bandeirantes, cuja rota de expedição destaca-se em um mapa naquela escultura, aparece representado no Monumento a Raposo Tavares, obra de Luigi Brizzolara, instalado no saguão do Museu do Ipiranga.








Outro bandeirante, também representado no monumento encontrado no Ibirapuera, foi homenageado no Monumento a Fernão Dias, de Luigi Brizzolara, fazendo referência ao "Caçador de Esmeraldas".
A obra está localizada na área interna do Colégio Estadual  Fernão Dias Paes,  em Pinheiros.







O Monumento a Borba Gato,  obra que ressalta à vista por seu tamanho, foi criada pelo escultor Júlio Guerras.  Instalada em Santo Amaro, homenageia mais um dos bandeirantes que se notabilizou na história de São Paulo, cuja rota de expedição também é destacada no Monumento às Bandeiras.







Bartolomeu Bueno da Silva foi mais um dos bandeirantes que ajudou a contar a história desta Cidade. O Monumento ao Ananhguera, esculpido em mármore na cidade italiana de Gênova, pelo artista Luigi Brizzolara, e localizado na Avenida Paulista, em frente ao Parque Trianon, traz-nos um pouco das narrativas daqueles desbravadores.






Os tropeiros, também desbravadores, surgidos entre os séculos 17 e 19, viajavam no lombo de burros e mulas,  suprindo as necessiadade de alimentos dos exploradores de minas entre as regiões Sul e Sudeste do País, colaborando com o desenvolvimento das cidades.

O Obelisco da Ladeira da Memória, obra de Daniel Pedro Muller, primeiro instalado em São Paulo, marcava o ponto de chegada dos tropeiros que vinham do Sul e está localizado ao lado da Estação Anangabaú do Metrô.








O período da escravatura é lembrado no monumento A Mãe Preta, de Júlio Guerra, instalado no Largo do Paissandú, ao lado da Igrejo Nossa Senhorea do Rosário. É uma homenagem a todas as escravas que desempenharam o papel de amas-de-leite.





Os trabalhadores das antigas plantações de café são homenageados na obra O Colhedor de Café, de Lecy Beltran. O monumento, instalado na Avenida Nove de Julho, em frente ao Colégio Sacré Coeur, encerra este roteiro, ficando  o convite para que os visitante da Exposição  embrenhem-se em outras possibilidades de recontar a história da cidade de São Paulo.