sexta-feira, 18 de maio de 2018

Largo do Arouche









Largo do Arouche, um dos locais mais tranquilos da região central de São Paulo, próximo  à estação República  do metrô, é uma praça  tradicional da região central da  cidade de São Paulo.Situa-se no distrito da República. 
No local, diversos floristas foram instalando-se aos poucos, com a retirada das bancas existentes na Praça da República pleo  prefeito Armando de Arruda Pereira.. Assim, o Largo do Arouche se transformou no Mercado das Flores, oficializado em  1953,  e por essa razão também é conhecido como Praça das Flores.


História

O Largo é composto pelas ruas Jaguaribe, Amaral Gurgel, a avenida Duque de Caxias e o término da rua do Arouche. Em seu lado oposto passa a avenida Vieira de Carvalho, dados que constam na planta genérica da cidade de São Paulo.
O nome da praça é uma homenagem ao tenente-general José Arouche de Toledo Rendon, dono do terreno desde da demarcação da Cidade Nova - marcos formados a partir da transposição do vale do rio Anhangabaú, regiões hoje conhecidas como Santa Cecília, Praça da República e Vale do Anhangabaú. Em 1881, a pedido do tenente a Câmara de São Paulo cedeu a sua vontade de desterrar e aplainar a Praça então chamada de Legião para "disciplinar os milicianos por brigadas" e mudar seu nome para Praça dos Milicianos. 
Desde então o espaço quadrangular entre as ruas Jaguaribe e do Arouche, considerado a parte baixa recebeu muitos nomes (Tanque do Arouche, Praça da Alegria, Praca da Legião) até finalmente em 1865 receber o nome de Campo do Arouche, que perdurou até 1910, quando pela Lei nº 1312 mudou para Praça Alexandre Herculano. Três anos depois, um inciso art. 2.° a Lei Municipal l nº 1741 reverteu Largo do Arouche como o nome definitivo de toda praça. A parte alta, antiga praça da Artilharia logo mudou seu nome para Largo do Arouche, como até hoje é conhecida. 
O local abriga importantes esculturas de renomados artistas, tais como: A Menina e o Bezerro, obra do escultor carioca Luís Christophe, encomendada pelo prefeito Raimundo Duprat; Afonso d'Escragnolle Taunay,  um dos maiores historiadores brasileiros, principalmente na história das bandeiras paulistas, uma obra concebida pela artista plástica Claude Dunin; "Amor Materno", escultura que traz uma cadela e seu filhote, em cena que costuma comover quem passa pelo largo, obra do francês Louis Eugéne Virion, adquirida na década de  1910.  Parte do patrimônio histórico cultural da Praça, as esculturas passam por processos de  intemperismo,  natural das rochas mesmo nos monumentos históricos. Porém, a crescente poluição da atmosfera, principalmente em metrópoles como São Paulo, aumentam o processo de deterioração das esculturas.



José Arouche de Toledo Rendon

Nascido na cidade de São Paulo, no dia 14 de março de 1756, José Arouche de Toledo Rendon é filho do mestre de campo do exército Agostinho Delgado Arouche e de Maria Thereza de Araújo Lara, único filho homem entre sete mulheres.[7]
Arouche, cumprindo um costume das famílias ricas da época, cursa seus estudos superiores na metrópole portuguesa, formando-se em Direito Civil pela Universidade de Coimbra.  Ao retornar ao Brasil dedica-se à advocacia em São Paulo e faz parte de diversos cargos públicos, como juiz de medições, de juiz ordinário, de juiz de órfãos, seu destaque com jurista o consagrou como procurador da coroa. Junto à sua carreira jurídica, dedica-se ao exército, alistando-se ao posto de capitão do Estado-maior do Exército. No ano de 1829 é consagrado como tenente general.
Além de sua carreira militar e jurídica, teve grande destaque no Centro da Cidade, em que foi responsável pela demarcação e assento da Cidade Nova e pelas plantações de chá da Chácara do Arouche. 



terça-feira, 1 de maio de 2018

As obras do Metrô


Com a nova  Estação Oscar Freire, depois de catorze anos de obras da Linha 4 Amarela, fica consolidado o modelo de estação espalhafatosa na superfície.



Estação Oscar Freire


Inaugurada em 2010, a Linha 4 - Amarela do Metrô notabilizou-se pela modernidade de seus trens, plataformas e estações. Por passar sob o Rio Pinheiros e vias densamente ocupadas, a Linha 4 tem estruturas mais profundas, o que explica a grande quantidade de andares e escadas.

A Estação Oscar Freire dispõe de 39 acessos com degraus.
Mas é do lado de fora que as estações da Amarela mais têm chamado a atenção. Em vez das discretas aberturas para o subterrâneo, o governo do estado tem erguido edificações gigantes na superfície.




 Estação Higienópolis - Mackenzie

A Estação Higienopolis - Mackenzie foram apelidadas de " impressora"


A Estação Butantã em operação desde 2011, foi apelidada de "máquina de lavar", graças a seu aço inox e aos vidros temperados na fachada metálica.





Estação Butantã

As estações  Fradique  Coutinho e Paulista  ( na Rua da Consolação) tampouco  contribuem para embelezar a paisagem urbana. "Desnecessárias, essas construções não dialogam com a cidade e destoam da linguagem do Metrô sempre passou, de que suas estruturas fazem parte da paisagem, não o contrário", critica o arquiteto Flávio Marcondes, um dos projetistas da primeira linha da capital, a norte-sul, nos anos 70". "Se querem fazer prédios, por que não ocupá-los com postos de saúde ou do Detran?", questiona o professor Lúcio Gomes Machado. da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP.
O governo do estado argumenta com o discurso da modernidade. "Não podemos erguer estações como as que fazíamos para nossos avós", rebate Alfredo Nery Filho, chefe do departamento de arquitetura do Metrô. "Os prédios no entorno do Butantã e nos demais pontos ficarão compatíveis no futuro", diz.
A defesa do pós-moderno feita pela empesa estadual destoa do que tem acontecido pelo mundo. As estações são pequenas nas áreas externas, com geometrismos em vidro, de Seul a Glasgow. Hong Kong, Madri e Singapura têm apresentado suas estações na superfície com jardins verticais, praças e trabalho de arquitetura renomados.
Independentemente da cara de eletrodoméstico antigo, o motivo para essas estruturas elevadas em São Paulo é financeiro. Cada estação necessita de cerca de 1 000 metros quadrados para áreas técnicas e operacionais.
Em outros  tempos, optava-se por "enterrar " esses espaços junto com as plataformas de embarque. "Mas sai muito mais barato construir para cima do que sob a terra", calcula o arquiteto Ilvio Artioli,gerente de projetada companhia. Com terrenos maiores,as novas estações da Linha 5-Lilás, que ligará o Capão Redondo à Chácara Klabin, na Zona Sul, terão arquitetura diferente. Em vez de ficarem em prédios em cima das estações, as áreas operacionais serão instaladas em áreas anexas.




Estação Fradique Coutinho


Anunciada em 1995, a Linha 4 - Amarela só teve suas obras iniciadas em 2004. A parceria público privada foi assinada em 2007, apesar do recebimento de dois aditivos, o  que totalizaram 40 milhões de reais, o Consórcio Isolux-Corsán-Corviam da Espanha, foi descredenciado pelo governo do estado e deixou pela metade quatro estações. Com idas e vindas, acréscimos e desapropriações, a conta da Amarela chegou a 6,5 bilhões de reais. Em termos de impacto negativo a paisagem paulistana, porém, ela ainda não supera a paralisada construção da Linha 6-Laranja, que ligaria a Brasilândia ao centro, que passa por várias universidades. Imóveis já demolidos e cercados por tapumes, em bairros como Higienópolis, Pacaembú e Perdizes, esperam languidamente uma nova licitação e, talvez, estações bem projetadas.




Publicado na Veja São Paulo, abril de 2018.


Tragédia no Cine Oberdan









Uma das tragédias mais marcantes de São Paulo, SP que ocorreu no Brás foi o trágico incidente do Cine Oberdan. Milhares de vidas foram perdidas por causa de um alarme falso em um momento onde o cavalheirismo deixou de existir. Em 1927 foi inaugurado o Cine Oberdan, um prédio projetado para ser majestoso e magnífico, localizado na rua Firmino Whitaker no bairro do Brás. Elegante e imponente, Oberdan era um empreendimento da Sociedade Italiana Leale Oberdan, que fora posteriormente vendido para a Empresa Teatral Paulista. Foi um cinema que definitivamente impressionava pelo luxo em suas escadarias, na sala de exibição, no hall e principalmente em sua fachada.
Era magnífico aos olhos, principalmente pelo teto decorado com azulejos portugueses, estátuas decorando o hall e sem esquecer da cúpula que era muito semelhante majestoso Teatro Municipal. O nome é uma homenagem ao anarquista italiano Guglielmo Oberdan, cujo busto ainda é encontrado na fachada lateral do antigo cinema.
O que não poderia se imaginar é que 11 anos depois de sua inauguração a sala seria palco da maior tragédia infantil de São Paulo, e também seria palco das mudanças das regulamentações das salas de cinema de São Paulo.
A matinê do dia 10 de abril de 1938 não estava exibindo um filme de terror, porém as cenas que foram vistas naquela tarde com certeza serviriam como roteiro para filmes típicos de catástrofes. A maior parte da sessão era criança e na tela era exibido o filme "Criminosos do Ar". Estava tudo ocorrendo muito bem e o filme estava quase no final, quando uma cena mostra dois aviões chocando-se no ar. Foi neste momento que se deu início à tragédia, alguém da platéia gritou "Fogo!", provavelmente em alusão ao filme, eis que se iniciou uma correria desesperada para fugir da sala, onde crianças foram pisoteadas e o "Salve-se quem puder!" gritou mais alto.
Após a tragédia o cinema foi interditado e a polícia iniciou uma grande perícia no local aproveitando para interrogar alguns sobreviventes. Foi aqui que apurou-se um outro fato, um tanto curioso, que talvez tenha levado ao pânico e aos gritos de "Fogo!". 

O que realmente aconteceu - Versão verdadeira

Vocês podem pesquisar sobre o assunto e sempre irão ler que a causa do acontecimento do Cine Oberdan foi por causa da cena em que os aviões se chocam no ar, o que desencadeou o grito de "Fogo!", porém esta versão são aquelas clássicas equivocadas contadas por aqueles que juntaram apenas aos poucos fatos que viram. A polícia no entatno conseguiu apurar os fatos com rigor e descobriu como tudo começou devido ao choque entre os aviões.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Vila dos Ingleses





Pedaço da história no centro de São Paulo.

 A  Vila dos Ingleses, localizada na região central da cidade São Paulo  (Rua Mauá, 836), é um aglomerado de 28 casas assobradadas construídas entre os anos de 1915 e 1919, com o intuito de servirem de moradia para os engenheiros ingleses que trabalhavam nas obras da  Estação da Luz e Estrada de Ferro Santos - Jundiaí. O estilo arquitetônico das casas tem raízes no estilo vitoriano, com influências do colonial brasileiro.
Antes de se tornar uma vila, o local era o jardim do palacete de propriedade da Marquesa de Itu, que doou a aristocrática residência à sua sobrinha-neta, Eliza de Aguiar D'Andrada, no ano de 1913. Eliza era casada com Eduardo de Aguiar D'Andrada, engenheiro da  São Paulo Railway Company,  que remodelou a construção para abrigar os engenheiros ingleses e suas famílias.

Por volta de 1930, com a diminuição da utilização da mão-de-obra dos engenheiros estrangeiros, as casas da vila passaram a ser ocupadas por famílias paulistanas. Na década de 1950, o local abrigou pensionatos católicos e clubes de funcionários federais. De propriedade da família Moreau - uma das ramificações dos descendentes dos Aguiar D'Andrada - a Vila dos Ingleses tem perfil comercial desde 1988. Atualmente, ali funcionam escritórios de arquitetura e de design, além de um restaurante. O bem está tombado provisoriamente pelo Iphan  (Instituto do Patrimônio Histórico e artístico Nacional) e pelo Condephaat  (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Turístico)




terça-feira, 13 de março de 2018

Praça da Sé






Praça da Sé-Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns é um espaço públicos  localizado no bairro da Sé, no distrito homônimo, no Centro do município  de São Paulo, no Brasil. É considerado o centro geográfico da cidade.
Nela, localiza-se o monumento marco zero do município. A partir dele, contam-se as distâncias de todas as rodovias  que partem de São Paulo, bem como a numeração das vias públicas da cidade.
Considerada quase um sinônimo para o Centro Velho,  a praça é um dos espaços mais conhecidos da cidade e foi palco de muitos eventos importantes para a  história do país,  como o comício das Dietas Já.  O nome deve-se ao fato de a praça ter-se desenvolvido em frente à  da capital paulista.









Solo Sagrado - Igreja Messiânica





Margeado pela represa, o Solo Sagrado de Guarapiranga é dedicado aos cultos da Igreja Messiânica Mundial.
Com 327 000 metros quadrados, o local conta com jardins, praças, lagos e um templo, formado  por dezesseis pilares e uma torre de 71 metros.
A construção de 1995, traz um espaço para  os fiéis meditarem e entrarem em sintonia com a natureza.
Abre para o público em geral na última  semana do mês, de quinta a domingo das 7h30 às 1500 horas.



Em um Solo Sagrado há, geralmente, além de templos para orações e cultos, vastas instalações onde acontecem reuniões, seminários, cultos e excursões. A entrada é, geralmente, gratuita e livre também para não-membros da Igreja. Há também vastos jardins e museus, onde se é permitido o culto ao belo, um dos três pilares da religião.
O Solo Sagrado é a instalação mais alta na hierarquia da Igreja Messiânica.



Doutrina

O elemento principal da Igreja Messiânica é a crença no Johrei, que seria a transmissão de Luz Divina através da palma das mãos e que pode ser praticado por todos os que são outorgados com o Ohikari, tornando-se membros da Igreja Messiânica Mundial. A base do Johrei é que a crença de que desde 1931 o mundo em que vivemos se aproxima cada vez mais de um planeta paradisíaco, e se fortalece a cada dia 15 de junho tornando a luz do Johrei mais potente, purificando com mais eficacia o espirito humano, criando assim um mundo onde não haverá nenhum tipo de sofrimento. Tal transformação se deve à manifestação da Luz Divina, que se iniciou no dia 15 de junho de 1931. A Luz Divina é a vontade de Deus que ilumina, purifica, e guia o Homem em direção a uma vida paradisíaca, assim como a humanidade como um todo para o paraíso Terrestre conforme mais atos altruístas e espiritualistas são feitos. [omo consequência disto citado anteriormente acredita-se que o Johrei traz purificação espiritual, o que traria bem estar, cura de doenças e uma saúde perfeita. Daí provém os chamados 3 pilares da doutrina messiânica, Johrei, Agricultura Natural e o Belo. A arte é vista como algo que eleva o espírito e também contribui para a purificação e o bem estar espiritual, complementando a atuação do Johrei e da alimentação natural. Para se conseguir essa alimentação a Igreja Messiânica ensina a prática da Agricultura Natural a qual é praticada sem o uso de agrotóxicos nem adubos. Esses 3 pilares estão ligados aos chamados 3 princípios da fé messiânica: Verdade, Bem e Belo. A Verdade são os ensinamentos Messiânicos, a palavra de Deus, a natureza espiritual do ser humano e do universo, é a força do Johrei como purificação espiritual. O Bem é o imperativo ético de ser altruísta, amar o próximo, fazer o bem. O Belo é a valorização da beleza na arte e nas atitudes cotidianas, a busca do belo como forma de elevação espiritual. Uma das formas que a Igreja Messiânica usa para elevar as pessoas através do belo é a prática de Ikebana (arranjo floral chinês desenvolvido no Japão).
A religião tem hoje no Brasil cerca de 370 mil Membros e 2 Milhões de frequentadores e simpatizantes.





terça-feira, 6 de março de 2018

Praça Ramos de Azevedo








Aberta em 1911, mesmo ano da inauguração do Theatro Municipal, a Praça Ramos de Azevedo fica no que era a encosta do chamado Morro do Chá. O nome atual, dado em 1928, homenageia o arquiteto Francisco de Paula Ramos de Azevedo, responsável pela construção de diversos edifícios históricos da cidade – incluindo o Theatro Municipal. O conjunto escultórico aqui construído, chamado Monumento a Carlos Gomes, é um presente da comunidade italiana de São Paulo em homenagem ao grande compositor brasileiro de óperas – cujos personagens das mais importantes ilustram as estátuas e alegorias do monumento – e foi concluído em 1922, pelo escultor italiano Luigi Brizzolara. O conjunto passou a ser conhecido também como Fonte dos Desejos, em 1957.

– As esculturas que fazem parte do conjunto escultórico de autoria de Luiz Brizzolara, em mármore, bronze e granito, representam a música, a poesia, além de alguns personagens das principais óperas de Carlos Gomes.
– A escultura Condor, que retrata uma figura masculina inclinada sobre o corrimão da escada que dá acesso ao Vale do Anhangabaú, é inspirada no personagem principal da ópera de mesmo nome. Segundo a tradição, dá sorte tocar no dedo médio da mão esquerda da escultura, por esse motivo há um desgaste mais acentuado nessa área.
                                               Monumento a Carlos Gomes


 Monumento a Carlos Gomes faz parte do conjunto escultórico realizado pelo arquiteto italiano Luis Brizzolara em 1922, e é uma homenagem da comunidade italiana ao Centenário de Independência do Brasil. No acervo temos o aproveitamento de uma fonte, que já existia desde a inauguração do Teatro Municipal e da Praça Ramos de Azevedo em 1911, mas Luis Brizzolara inspirado na Fonte de Desejos de Roma, dá para fonte sua forma atual e inclui 12 esculturas em mármore, bronze e granito, representando a música, a poesia e alguns dos personagens das óperas mais famosas de Antonio Carlos Gomes.